terça-feira, 1 de julho de 2008

Máquinas e Motores - Porsche 911 renovado

Ola a todos. Esta semana vou começar de forma diferente... Com uma felicitação e um pedido.
Assim A COMISSÃO vem por este meio (e com orgulho) felicitar a nossa querida colega Cristina Nogueira Silva, que recebeu no passado dia 18 de Junho o prémio "Daniel Serrão", que se destina a galardoar o médico licenciado pela Faculdade de Medicina do Porto, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar ou pela Escola de Ciências da Saúde da UMinho que, no ano anterior ao da atribuição do Prémio, tenha obtido a mais elevada classificação de licenciatura. Não estamos surpreendidos porque sabemos do que és capaz... Muitos Parabéns!!!!
Deixo-vos o link para a entrevista:

Agora o pedido. Isto porque A COMISSÃO necessita de uma viatura para o seu IntraRail e como tal penso não existir sitio mais apropriado para a pedirmos do que o nosso blog.



E que viatura pretendemos? Ora bem, no mínimo 6 lugares (9 é o ideal), com mística e sem paneleirices... e quase oferecida. :) E como pedir não custa, vou mais longe. O ideal era uma Volkswagen Transporter, daquelas antiguinhas. Até porque uma viagem é sempre mais memorável quando o carro avaria... dá mais espírito à experiência. Por isso nada de modernices, nem ar condicionado e muito menos vidros eléctricos... um rádio ainda se tolera, para passar as musicas d'A COMISSÃO.

Aqui fica o pedido. Se tiverem para vender (oferecida era preferível) qualquer coisa do género contactem-nos para acomissao@hotmail.com.
Passemos então ao verdadeiro assunto da semana.

A Porsche acaba de renovar o seu modelo mais mítico: o 911. Não é só o modelo mais mítico da marca de Estugarda como é provavelmente um dos modelos mais míticos de todo o panorama automóvel mundial. Faz parte do sonho de muitos desde 1964., quando foi criado. É considerado por muitos como o carro com maior sucesso nas competições automóveis de sempre.

No fundo é uma lenda viva, até porque o design não muda substancialmente mantendo sempre uma aparência algo retro, mais evidente ainda na ultima geração (997) que regressou às ópticas ovais tradicionais.

Nasceu com muitos cavalos, motor atrás do eixo traseiro e tracção traseira... fórmula perfeita para o verdadeiro desastre automóvel. Há até quem diga que se chamou 911 para que os americanos soubessem que numero ligar quando batessem.

Isto porque como a maior parte do peso está no extremo posterior do carro este fica desequilibrado, longe da distribuição ideal de pesos pelos eixos (50:50) e assim apto para soltar a traseira e ir de encontro á parede mais próxima (que o diga James Dean, que se bem se lembram, morreu em 1955 ao volante de um Porsche Spyder).

Apesar de mais tarde, ter adicionado modelos com tracção integral (sempre com largo predomínio do desvio de potência para as rodas traseiras) ainda hoje a fórmula se mantém. Lógico que a solução mais fácil seria por o motor onde ele deveria estar desde o inicio... entre os dois eixos. Mas os alemães são algo teimosos e por isso preferiram passar anos e anos a melhorar a dinâmica do carro, o sistema de tracção, o controlo de estabilidade etc...

Resultado: o 911 é hoje o ex-libris da engenharia automóvel. Isto porque mesmo partindo de uma base totalmente oposta ao que as leis da física "preferem", conseguiram criar um desportivo incrivelmente competente, dinamicamente fenomenal, com uma capacidade de tracção verdadeiramente notável e além de tudo isso... domável, podendo ser utilizado todos os dias.

Assim como a Ferrari é a marca desportiva mais famosa do mundo, o 911 é desportivo mais reconhecido mundialmente.

Além disso a Porsche consegue sempre envergonhar a concorrência no que diz respeito à relação entre cilindrada e potência. Veja-se só que o 911 GT2, lançado à pouco tempo, tem 530 cv, extraídos do habitual (e já célebre) motor boxer de 3,6 litros!!!! 530 cv para 3,6 litros... é impressionante!

A geração actual é a 997, que agora é alvo de um face-lift e de alguns melhoramentos a nível da performance do motor.

Exteriormente muito pouco mudou. Excepção feita às ópticas dianteiras e traseiras (agora com tecnologia LED) e às vias traseiras, mais largas 44 mm.

As diferenças já são mais evidentes ao nível dos motores e caixa de velocidades.

Primeiro porque os motores passam a contar com injecção directa de combustível (DFI).

Depois porque a potência dos mesmo passou de 325 para 345cv na versão de 3,6 litros, e de 355 para 385 na versão S, que conta com um motor de 3,8 litros. Mesmo com estes aumentos reclamam uma diminuição dos consumos em 12,9% e uma redução de emissão de gases poluentes em 15,4%.

Quanto à caixa de velocidades passa a estar disponível outra novidade da gama: a nova caixa automática de sete velocidades e de dupla embraiagem (PDK), que vem substituir a anterior Porsche Triptonic S. No entanto, continuo a achar que nada como a opção manual de seis velocidades, mais fiel ao conceito de condução desportiva pura.

A comercialização deste 911 de cara lavada começa no dia 25 de Outubro de 2008. Os preços não são muito importantes visto que nenhum de nós está a pensar comprar um... Mas como há sempre quem jogue no EuroMilhões mais vale prevenir que remediar. Aqui ficam: começa nos 107 656 euros da versão Carrera 2 Coupé e termina nos 140.182 euros da versão Carrera 4 Cabrio.

Na minha opinião, não é o carro mais bonito do mundo. Nem pouco mais ou menos. Os 3 superdesportivos que falei anteriormente são incomparavelmente mais belos e sobretudo mais exclusivos. Não faltam Porsches nas estradas nacionais e calhar por isso não vejo num 911 a exclusividade, o charme, a imponência e a beleza de um Maserati ou de um Aston Martin.

De qualquer forma, espírito revivalista não lhe falta. E no que toca a competência dinâmica, tanto em estrada, como em pista, não há quem lhe faça frente. Tudo isto embalado num carro que se pode utilizar sem qualquer constrangimento no dia-a-dia.
É um prodígio da engenharia automóvel e de uma perspectiva racional não há desportivo mais perfeito. Mas tal como disse na semana passada, estas escolhas têm muito pouco de racionalidade, antes de emotividade e paixão... que é exactamente o que falta a este 911.

Até para a semana.
Beijinhos e abraços.
Luís Nunes Carvalho.
Deixo-vos com um pequeno esclarecimento acerca da vasta gama do 911.






segunda-feira, 30 de junho de 2008

Actualidade Politica - Elições no Zimbabwe

Ola a todos:


Antes de mais gostaria de dar os parabens a grande vitoria da selecção Espanhola sobre a Alemanha, foi uma grande vitório do futebol espetaculo sobre o futebol frio dos Alemães. Apesar de esta semana ter sido prospera em ataquese manifestações contra o governo por parte da CGTP e dos agricultores portugueses, não irei contudo debruçar-me sobre esses temas, nem fazer piadinhas sobre Sócrates para não ser demasiado repetitivo!!!

Por isso esta semana irei falar um pouco de politica externa nomeadamente a corrida às presidenciais nos E.U.A e as polémicas Eleições no Zimbabwe.
No que respeita às Presidenciais Americanas, numa sondagem recente, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre o provável adversário republicano, John McCain. A sondagem dá a Obama 51% das intenções de voto, contra 36% para McCain, obviamento isto é uma sondagem e os valores têm variado muito ao longo das ultimas semanas, mas sempre com uma margem donfortavel para Obama.O crescimento de Obama é resultado da migração dos votos da democrata Hillary Clinton e do atual descontentamento com o governo. Os eleitores de Hillary Clinton migraram em massa para Obama, contrariando previsões pessimistas que afirmavam que face à intensa guerra entre os dois candidatos democratas durante as primarias, isto iria gerar uma divisão do partido. A maior parte dos eleitores democratas e independentes afirmaram que senador democrata poderá realizar um trabalho melhor que o republicano na economia - a questão que mais preocupa os americanos. O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, foi novamente investido como Presidente, para cumprir um sexto mandato, aos 84 anos, com mais de 20 anos no poder.

Mugabe que era o único concorrente às eleições, conseguiu 90,2 por vento dos votos, num escrutínio classificado por alguns países como uma farsa.

Numa primeira volta, a 29 de Março, o partido da oposição ganhou, apesar de por pouca margem, de acordo com o registo da Comissão Nacional de eleições, Tsvangirai venceu as eleições presidenciais, mas não obteve a maioria absoluta necessária no Zimbábue para se proclamar presidente.

Esta segunda volta das eleições presidenciais foi boicotada pelo principal partido da oposição, o MDC, Movimento para a Mudança Democrática,dirigido por Morgan Tsvangirai, que abandonou a corrida para evitar a violência que se instalou nos últimos dias no país.

Mugabe, é acusado de ter intensificado a repressão às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

O líder opositor alegava que a intensa campanha de violência e intimidação que o Governo de Mugabe, apoiado pela Polícia e pelo Exército, fazia contra seus partidários impedia que continuasse concorrendo ao cargo, pelo que optou por se retirar.

Apesar de todas as criticas da oposição e da Comunidade Internacional, Mugabe afirmou, “Servirei o país como Presidente com justiça e sinceridade, assim Deus me ajude”, obviamente Mugabe para além de ditador e tirano também deve gostar de fazer “stand up comedi” nos intervalos!!!


A UE reagiu e já reforçou suas sanções impostas em 2002 ao regime zimbabuano devido à repressão contra a oposição e à violação dos direitos humanos.
Espera-se agora ajuda da comunidade internacional no sentido de evitar a catastrofe que se vive neste momento no Zimbabue onde milhoes de pessoas passam fome e sofrem a opressão de um regime muito severo.
Sócrates comparado com mugabe até parece boa pessoa !!!!
Palavra de Comissário
Comissario António Cardoso Pinto






domingo, 29 de junho de 2008

Arroz à moda antiga



A receita que vos trago hoje tem séculos de existência. Confesso-me admirador deste arroz por conseguir conjugar mestria, requinte e simplicidade. E melhor que tudo: pode acompanhar qualquer prato desde que o provador o aceite. Devo também pronunciar-me acerca deste facto. Na verdade, o acompanhamento é das partes mais difíceis de trabalhar no seio dos criadores de arte gastronómica. Caprichar num acompanhamento envolve sorte e experiência: as duas partes têm de ser saborosas, conciliar-se no sabor (sem que um sabor suprima o outro) e criar um todo harmonioso que se espelhe nas características empíricas do prato. Alimentos como arroz, batatas ou vegetais são quase sempre constantes no prato. Mas quando, como e onde devem entrar? Fica aqui o convite à reflexão.


Arroz à moda antiga (de um antepassado de um Comissário)

- 500g de carne de vaca
- 200g de carne de porco ou um pedaço de presunto
- 1 chouriço de carne ou 1/2 salpicão
- 1/2 galinha
- 2 cebolas
- salsa e serpão
- 1 kg de arroz
- sal e pimenta
- 1 colher de chá de açafrão


Pôr 2 litros de água ao lume numa panela. Deixar levantar fervura e, nessa altura, introduzir as carnes, uma cebola às rodelas, a salsa e o serpão. Depois de tudo cozer muito bem (cerca de 1 hora), coar o caldo e juntar o açafrão dissolvido num pouco de água fria. Juntar ainda uma cebola às rodelas e um ramo de salsa. Deitar o caldo num alguidar de barro preto e levar ao lume. Quando começar a ferver, juntar o arroz, que deve ser de qualidade. Deixar levantar fervura rapidamente e com o lume forte, introduzindo-se em seguida no forno até secar.

Saúde para todos!


por Comissário Bruno Direito dos Santos

Asus EEE 701 - Finalmente(!) à venda em Portugal

Boas noites à Comissão e a todos os que seguem pública-ou-anonimamente o nosso blog.

Hoje irei fazer uma crítica político-tecnológica(!) tomando como ideias chave as seguintes:

-- No nosso país, como acontece em outros países em vias de subdesenvolvimento, a venda de produtos electrónicos em pequenas e médias superfícies têm vindo a ser esmagadas pelas crescentes vantagens - crédito fácil, promoções e preços competitivos- proporcionadas pelas grandes superfícies do ramo: Fnac, Vobis, Worten, MediaMarkt...

-- Segundo, essas mesmas Le plus Gran trouxeram para Portugal este mês mais um novo "conceito inovador" (não são palavras minhas, consultem o site da Vobis...) - sim, estou a falar do novíssimo Asus EEE 701!
A ideia chave deste ultraportátil é mesmo a restrição ao essencial no sentido de proporcionar o básico - internet, office - a um peso e preço muito pequenos: 1 kg e 299 euros. A fórmula parece-me ganhadora pois 90% das pessoas só utiliza as funções básicas de um portátil.


Então qual é o problema?

Meus amigos, o problema é que este portátil inovador foi lançado, internacionalmente, há um ano. Desde aí, a Asus já lançou para o mercado os 3 modelos seguintes: ASUS 900 (com o ecrã de 8,9 polegadas, invés das 7' do Asus 701), 0 ASUS 901 (com o novo processador Intel Atom) e o ASUS 1000 (com o ecrã de 10 polegadas). E o modelo que estreou agora em Portugal já nem está disponível nos outros países (lógico).


A minha crítica vai, não para os poderes políticos nacionais, mas para essas grandes superfícies comerciais - que pegam nos restos informáticos que mais nenhum bife inglês quer ter- e dão de bandeja para o zé povinho comprar, e com facilidades de pagamento! Atrevo-me a dizer que neste caso somos o contentor à beira mar plantado...

Por hoje é tudo. Espero que tenham gostado. Amanhã há mais!

Política, não tecnologia...

By Comissário P. Coutinho

PS.- se amanhã vier a FNAC com ameaças, Eu chamo o Erd...

sábado, 28 de junho de 2008

As amigas d'A COMISSÃO - Alinne Moraes

Ola a todos. Aqui está de novo o post que faz todos os outros parecerem muito sérios e cinzentos... Esta semana fomos ao outro lado do Atlântico buscar mais uma amiga para vos mostrar... Alinne Moraes! Não só a podem ver aqui como também na SIC, uma vez que parece que estão a repetir uma novela onde participou, de seu nome, "Como uma onda"... Desfrutem.









http://pt.wikipedia.org/wiki/Alinne_Moraes

http://alinneonline.al.funpic.org/



sexta-feira, 27 de junho de 2008

Semanário Desportivo

Boas, Quim Roscas e Zeca Estacionâncio patentearam a begueirice e como vivemos num país que ja foi desastrosamente governado pelo PSD torna-se particularmente difícil arranjar uns trocos para pagar uma patente. Daí o atraso de dois dias do semanário desportivo. De qualquer forma aqui ficam as nossas mais que sinceras desculpas.

by Comissário João Carvalho

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Para Ler

O Outono do Patriarca
Mais uma vez é quinta-feira.

Cá me encontro para vos apresentar algo para lerem.

O livro que hoje vos trago chama-se “O Outono do Patriarca” do grande autor já falado a no post passado: Gabriel García Márquez. Entendo referir novamente este autor pois, na ingratidão da semana passada, poucas letras lhe foram dedicadas. Mas certamente daqui a alguns tempos voltarei a falar do prémio Nobel dados alguns dos seus livros com títulos bastante alusivos à COMISSÃO (Memorias das minhas…. – o resto vocês sabem).
Com a leitura do livro facilmente nos deparamos com a presença de um general eterno. “A este general - que tudo tinha feito a todos e quase não poupara ninguém - atormentava-lhe aquele acto tardio de ter vendido o mar do seu país aos gringos. Não por o ter decidido, mas pelo que os outros tinham feito com esse gesto mais de déspota absoluto - "(...) nunca pude imaginar que fossem capazes de fazer o que fizeram que foi levar com gigantescas dragas de sucção as eclusas numeradas do meu velho mar de xadrez, (...) levaram tudo quanto tinha sido a razão das minhas guerras e o motivo do seu poder e deixaram apenas a planura deserta de áspero pó lunar que ele via ao passar pelas janelas com o coração oprimido (....)". A integração do lançamento deste livro na atribulada vida de Cuba da época e na relação que Marquéz tinha com Fidel Castro facilmente nos coloca num campo de crítica ao regime então ainda jovem. Várias foram as vozes que entenderam isto como uma fragilização ao regime Castrista e, Garcia Marquez sofreu inteligentemente as represálias de então. Viciado em música, foi no concerto nº 3 para piano de Béla Bártók que encontrou a inspiração para a criação desse Outono.

Um livro relativamente pequeno e de fácil leitura.

Termino com as palavras do autor: "O mundo do ditador eterno, escrito no estilo dos livros anteriores, teria dado não menos de duas mil páginas."

A gente vê-se para a semana.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Máquinas e Motores - Aston Martin V8 Vantage

Ola a todos. Resisti até à tentação de falar da minha marca favorita durante 3 semanas para não ser muito (muito muito muito) óbvio mas agora que chega uma novidade (ainda que pequena) já tenho desculpa...

Aston Martin... Fabricante de automóveis de luxo, fundada em 1913 por Lionel Martin, com sede em Gaydon, Warwickshire em Inglaterra. O nome deriva do fundador e de uma corrida em Aston Clinton in Buckinghamshire de nome Aston Hill speed hillclimb.

É a marca preferida do agente secreto mais famoso do mundo e é também famosa por ainda se manter fiel à construção à mão, o que faz de cada carro produzido uma peça unica.

Na minha opinião (subjectiva portanto) é a marca de automóveis mais fascinante que existe... Aquela que faz aqueles carros mesmo... à Comissário! Não há outra marca que conjugue com a mesma mestria classe, desportividade, charme, elegância, beleza... e claro, Macheza!!!

Mas voltemos ao verdadeiro assunto da semana... O V8 Vantage. Lançado há 3 anos, foi agora alvo de algumas modificações, sobretudo ao nível do motor. Este modelo tem feito muito pelo recente sucesso comercial da marca, ultrapassando largamente as previsões de vendas. E porquê?

Com preços a partir dos 150 000 euros é fácil de perceber que o V8 Vantage é o primeiro modelo da marca que tem um preço capaz de fazer o típico cliente do Porsche 911 pensar duas vezes antes de comprar o desportivo alemão. Assim, a Aston Martin deixou de ser aquela impensável paixão platónica para quase todos (para mim continua a ser claro).

No novo modelo muito pouco foi alterado no que diz respeito ao aspecto exterior, apenas foram alteradas as jantes... Pudera! Não é mesmo preciso mudar nada... O V8 Vantage, seja o coupé ou o roadster é absolutamente fantástico. Dá gosto ficar a olhar para ele uns minutos.


O que mudou foi o motor, acrescentou alguma cilindrada, passando a usufruir de um V8 com 4,7 litros face aos 4,3 anteriormente registados. Resultado: 420 cv (mais 40 portanto) e mais 15% de binário (470 Nm). Isto permite uma aceleração dos 0-100 km's/h em 4,7 segundos e torna-o capaz de atingir 288 km's/h. Mesmo com melhores performances conseguiu-se uma redução nos consumos de combústivel na ordem dos 13%.

E o som deste motor? Bem, não há palavras, por si só justifica cada euro investido.

A Aston Martin tem adquirido, ao longo dos últimos anos, um estatuto de excelência e de referência ao nível de design interior automóvel. Os seus habitáculos são estilisticamente perfeitos e envergonham qualquer outro desportivo de luxo. De qualquer forma neste renovado V8 Vantage também o design interior mudou um pouco, adquirindo um aspecto mais DBS-like, o que é óptimo.

Continua disponível em duas versões, Coupé e Roadster, e duas opções para a caixa de velocidades (manual ou automática). Se pudesse escolher não pensava duas vezes... o Roadster com caixa manual! Porque? Roadster, porque consegue ser ainda mais apelativo aos sentidos (visuais e sobretudo auditivos) e porque, pela primeira vez na marca, não perde qualquer eficácia dinâmica para a versão fechada, sendo que a a rigidez estrutural não foi afectada ao ponto de ser percéptivel. Caixa manual porque a opção automática da Aston não rivaliza com as melhores do mercado e a opção manual é dá sempre maior gozo e controlo... e ainda é mais barata! :)

Eu sou um apaixonado por carros mas reconheço, no entanto, que hoje em dia muitos poucos são aqueles que compram o carro que necessitam... antes compram o que preferem. Isto para dizer que comprar um carro é uma questão emotiva. E só faz sentido se assim o for, uma vez que não há nenhuma razão de carácter racional que justifique despender de 150 000 euros num automóvel.
Sei muito bem que um Porsche 911 Turbo é mais rápido (bastante até), melhor dinamicamente, gasta menos e custa sensivelmente o mesmo. É a escolha obvia, racional. Mas um 911 não me faz virar a cabeça, é mais frio, não prima pela exclusividade, não é especial, não tem aquele picante...

Por isso, se pudesse comprava um Aston Martin.
A paixão tem destas coisas... não é racional.
E comprar um Aston Martin é um caso desses.. de paixão automóvel.

Em suma, que carro... de Comissário.
Até para a semana.

Luís Carvalho.


Deixo-vos os videos seguintes que analisam o V8 Vantage, embora antes destas recentes alterações.

Aston Martin V8 Vantage revisto pela Fifth Gear








Aston Martin V8 Vantage Roadster revisto pela Fifth Gear








http://www.astonmartin.com/

http://www.astonmartin.com/eng/thecars/v8vantage

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sócrates - 3 anos de (des)governo

Olá a todos, visto que o meu comentário politico da semana passada suscitou algumas duvidas e descrédito por parte de alguns assíduos leitores, decidi então realizar mais um comentário suportado em factos reais e portanto espero que seja clarificador!!!

Nas legislativas de 2005, o povo Português acreditando nas promessas políticas do Partido Socialista, deu a maioria absoluta a José Sócrates, mas 3 anos volvidos, tais promessas não passavam de pura ficção!
Em 3 anos de (des) governo de Sócrates, assistimos a uma serie de promessas políticas que acabaram por não ser cumpridas.
E Contra factos não há argumentos…




Socrares Prometeu e não cumpriu:

  • Baixar a taxa de desemprego (à data cifrava-se nos 7.1%) e criar 150.000 empregos, mas actualmente o desemprego já chegou aos 8.2%, maior taxa de desemprego dos últimos 20 anos!!!
  • Retirar 300.000 idosos da pobreza, mas na realidade o governo está a ajudar 20.000 idosos, pelas minhas contas isso corresponde a 6.7% ou seja ainda faltam 280.000!!!

  • Num tom arrogante Sócrates afirmava em 2005 que não iria aumentar nenhum dos impostos, mas na realidade aumentou o IRS, IRC, ISP entre outros, resultando no aumento dos impostos para os reformados, idosos e empresas fazendo deste modo com que cada Português pague hoje em media mais 330€ de impostos

  • Prometeram melhores cuidados de saúde aos Portugueses independentemente dos lugares em que vivem e das suas possibilidades económicas, mas na realidade o que temos hoje é uma saúde mais cara.
    O preço dos medicamentos aumentou 6.6%, muitos medicamentos deixaram de ter comparticipação do Estado, aumentaram as taxas moderadoras em 27%, encerraram muitos serviços de saúde prejudicando sobretudo as populações do interior.


  • Sócrates prometeu um investimento na Cultura superior a 1% do PIB, mas na realidade o que se verificou foi um desinvestimento progressivo na Cultura, passamos de um investimento de 0.6 do PIB na Cultura nos governos do PSD, para um investimento de 0.35% nos governos PS. Ou seja, o PS prometeu e não cumpriu (normal normal).

  • Sócrates afirmava em 2005 (também ele tinha sido ministro do ambiente) que iria colocar as politicas do ambiente no centro da sua estratégia para o desenvolvimento do país, mas tal não passou de promessas que ficaram no papel, falhou a reestruturação do ICN, os planos obrigatórios da qualidade do ar e a Lei da Água ficaram no papel.

Desde que o governo socialista assuniu o poder:

  • Portugal esta na cauda da Europa com pior PIB da Europa (1,3) que é cerca de metade da media Europeia.
  • Diminuiu o poder de compra
  • Aumentou o défice externo
  • Aumentou o endividamento das famílias
  • Diminuiu o investimento público
  • Aumentou a divida pública
  • Ficou na gaveta a reformado Estado
  • Portugal tem os piores índices da União Europeia em matéria de educação e tal reflecte-se na politica do facilitismo que se sente nas escolas.
  • Temos um governo preocupado com a “cosmética das Estatisticas” como é o caso das ilegalidades da repetição dos exames de Fisica e Quimica causando o caos no acesso ao Ensino Superior, o facilitismo com a realização de provas muito mais fáceis a Português e Matematica no 4º e 6º ano tentando deste modo mascarar o baixo rendimento dos alunos.
  • Incompetencia na Transição para o Processo de Bolonha

Espero que mesmo os mais cépticos tenham ficado elucidados!!!
Como não gosto “de falar de cor”, e para clarificarem ainda mais as vossas opiniões podem visualizar o seguinte documento com uma análise detalhada dos primeiros 2 anos de governo socialista e as propostas da oposição nesses 2 anos.

http://www.psd.pt/cmgestao/include/imagedisp.asp?save=1&id=3082

Não quero com isto, dizer que as alternativas políticas que o país nos oferece neste momento são garantia de melhor qualidade. Mas acho que vale mesmo a pena tentar seguir um outro rumo porque o actual modelo politico está gasto e já nos deu provas de não nos levar a lado nenhum que não seja o de cavar um fosso cada vez maior de Portugal em relação á Europa.

Palavra de Comissário


Comissário António Cardoso Pinto

Direito de Resposta ao Sr. Anonimo

Desde já, gostaria de deixar um comentário a um dos meus mais assíduos leitores, falo como é óbvio do Sr. Anónimo que comenta diariamente o nosso blogue, mas como parece ter medo de dar a cara irei trata-lo como Sr. Anónimo.
Já agora faço-lhe três rectificações;

Em primeiro o Sr. certamente não estará recordado da revisão em baixa do crescimento económico português deste ano, quando o partido socialista fazia uma previsão em alta de 2.2% (mais uma vez facciosa) do crescimento económico nacional, a união europeia e depois o próprio banco de Portugal veio rever em baixa o crescimento Económico Português para 1.5%.

O segundo erro e este sim bastante mais grave, foi o de ter comparado a diminuição do défice pelo partido socialista com a do partido social-democrata.
Assim, aquando do Governo de Durão Barroso, a União Europeia deu exactamente um ano para o défice ser inferior a 3%, obviamente tal só foi conseguido à custa de receitas extraordinárias.
No caso do Governo Socialistalista a União Europeia deu exactamente 3 anos para o défice ir baixando gradualmente.
Portanto Sr. Anónimo, na minha modesta opinião (e se tiver enganado corrija-me) ter 3 anos para baixar o défice e ter apenas 1 ano não é exactamente a mesma coisa e os esforços envolvidos para atingir esses objectivos certamente não serão os mesmos, portanto não percebo o porque de estar a tentar comparar duas situações absolutamente distintas.

Uma terceira falha da sua parte é insinuar que os partidos da oposição não fazem nada para melhorar o país, devo concluir portanto que o Sr. Anonimo certamente não verá os debates quinzenais no Parlamento (ou então pelo menos os resumos desses debates que passam na RTP2 ao sábados à tarde).
Devo recordar-lhe que existem muitas propostas da oposição (e falo do PSD, PP, BE e PCP) mas como o actual governo tem maioria absoluta pode decidir governar sem usar as propostas dos outros partidos.
Certamente o que passa para a simples opinião publica é que a oposição não faz nada, mas para quem estiver minimamente atento ou pesquisar um pouco antes de lançar criticas para o ar, certamente verificará que tal situação é falsa.
O Sr. afirmou que gostava de ver publicadas no nosso blogue algumas propostas dos partidos de oposição, assim aqui vão como exemplo as propostas do PSD e PCP por isso clique no hiperlink e procure no site as propostas.
http://www.pcp.pt/
Assim agradecia-lhe que não falasse de cor e que procurasse contextualizar as suas criticas porque senão obviamente perderão toda a credibilidade.
Um abraço
Comissário António Cardoso Pinto

domingo, 22 de junho de 2008

Sericaia

Muitos foram os homens que tentaram tocar o céu. Voar e voar... Alguns tentaram tocar o horizonte e navegar na linha que une o mar ao céu, segurar o infinito e emaranharem-se pelo imenso azul celeste do céu. Outros tentaram alcançar o alto de forma bem terrena, semeando o sal na terra e a esses ninguém lhes negou o céu. A esses foi merecido. Mas para nós, caro leitor, o céu apenas é alcançável de duas formas: com uma grande paixão ou com um bom paladar.


Esta semana, trago-vos um doce no mínimo sublime. A Sericaia é um doce tipicamente alentejano cuja receita é de origem duvidosa: há quem diga que é proveniente da Índia, há quem diga que veio do Brasil. A verdade é que o doce começou a ser confeccionado por dois conventos alentejanos que reclamam a receita original: o Convento das Chagas de Vila Viçosa e o Convento das Clarissas de Elvas. De forma a tornar a rivalidade mais espicaçada, um convento chama ao doce Sericaia e o outro chama Sericá. Para o caso, o nome é o menos importante. A verdade é que o sabor do doce é único porque tem uma particularidade interessante: a textura fofa do doce é embelezada pelas famosas ameixas de Elvas. Estes frutos, de tradição abastada, e o seu molho de calda, são a junção do mar ao céu onde devemos fechar os olhos e divagar.


À parte as rivalidades conventuais entre noviças e madres superiores, fica aqui a receita da Sericaia à Comissário:


- 1 l de leite
- casca de limão
- canela: 1 pau e em pó
- sal
- 12 ovos
- 450 g de açúcar
- 125 g de farinha


Começar por regular o forno para os 225° C. Levar ao lume, a ferver, o leite com a casca de limão, o pau de canela e uma pitada de sal. Retirar do lume e deixar arrefecer. Entretanto, bater as gemas com o açúcar até obter um creme fofo. Em seguida, dissolver a farinha no leite fervido, juntar o creme de gemas e açúcar e, mexendo sempre, levar a engrossar sobre lume brando. Retirar do lume, tirar a casca de limão e o pau de canela e deixar arrefecer. Bater as claras em castelo bem firme e incorporar, cuidadosamente, no preparado anterior, que deverá estar frio ou ligeiramente morno. Deitar o creme num prato fundo e bem largo de barro (faz parte da tradição), polvilhar abundantemente com canela e levar a cozer no forno.
A todos um grande abraço e muita saúde!
por Comissário Bruno Direito dos Santos

Música - Coldplay

Bom dia!

Para hoje tenho uma sugestão musical - o novo CD dos Coldplay - intitulado Viva La Vida or Death And All His Friends. O registo saiu para as lojas a 16 de Junho e o título é emprestado de uma pintura da mexicana Frida Kahlo (ou pelo menos parte do título...).
Segundo o baixista Guy Berryman, «Viva La Vida…» é um disco para quem não gosta dos Coldplay antigos. De facto, quem ouve este novo trabalho da banda de Chris Martin, fica no mínimo surpreendido...

Como devem compreender, comentar um álbum é como comentar política. Uns vão gostar, outros nem por isso. No entanto, na minha opinião humilde, considero este Viva La Vida (...) uma lufada de ar fresco na carreira dos Coldplay. Penso que é notória a coragem da banda em produzir um som completamente diferente dos álbuns precedentes, (ar)riscando a fórmula de sucesso do passado. Recomendado.
Deixo-vos dois Clips retirados deste novíssimo Viva La Vida...





Bem, não vos vou prender mais. Espero que tenham gostado da sugestão, ou que pelo menos tenham ficado curiosos...
Fiquem bem.
por Comissário Pedro Coutinho
PS (ou PSD se quiserem) - Para último deixei uma prenda da Comissão para vocês - podem fazer o download o CD «Viva La Vida…» a partir daqui... Abraço.